Sexualidade e transgressão no cinema de Pedro Almodóvar

Sexualidade e transgressão no cinema de Pedro Almodóvar
Sexualidade e transgressão no cinema de Pedro Almodóvar

Autor: Antonio Carlos Egypto
Formato: 17 x 24 cm
Páginas: 128
ISBN: 978-85-6639001-8
Ano: 2014
Valor: R$ 15,00 (somente versão e-book Kindle)

Compre na: Amazon

Conheça o livro

O autor

Antonio Carlos Egypto é um profissional multidisciplinar brasileiro que atua principalmente como crítico de cinema, psicólogo (educacional e clínico), sociólogo e escritor. Ele é reconhecido por sua contribuição na área de crítica de cinematográfica. É membro da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) e mantém o blog Cinema com Recheio, onde publica análises cinematográficas.

Além de Sexualidade e Transgressão no Cinema de Pedro Almodóvar, é autor de diversos livros que abordam temas como educação, sexualidade e cinema, incluindo: Orientação sexual na escola: um projeto apaixonante e Drogas e prevenção: a cena e a reflexão.

É membro fundador do GTPOS (Grupo de Trabalho e Pesquisa em Orientação Sexual), focando em intervenções pedagógicas e bem-estar sexual no ambiente escolar.

Mais sobre o livro

O cinema de Pedro Almodóvar é amplamente reconhecido pela forma como utiliza a sexualidade e a transgressão para romper com normas sociais, religiosas e de gênero, especialmente no contexto pós-franquista da Espanha.

Desejo como Motor de Ação

Para Almodóvar, o desejo é uma força natural e soberana que governa as ações dos personagens, muitas vezes levando-os a comportamentos extremos ou criminosos.

  • Prazer sem sanções: Seus personagens frequentemente buscam o prazer absoluto sem o peso da moralidade tradicional ou punições sociais imediatas.
  • Naturalização do “excêntrico”: Situações consideradas tabus são tratadas com naturalidade, focando no impulso humano em vez de julgamentos psicológicos profundos.

Transgressão de Gênero e Identidade

Almodóvar é pioneiro em apresentar identidades que desafiam o binarismo tradicional.

  • Corpos modificados: Em filmes como A Pele que Habito (2011), ele explora a identidade de gênero por meio da transformação física e cirúrgica, tratando o corpo como um território de construção e vingança.
  • Representação Queer: Obras como A Lei do Desejo (1987) e o mais recente Estranha Forma de Vida (2023) colocam o desejo homossexual e identidades trans no centro da narrativa de forma direta e sem estereótipos redutores.

Subversão Religiosa e Institucional

A transgressão almodovariana também se manifesta como uma resposta ácida à repressão da Igreja Católica e do regime de Franco.

  • Blasfêmia escandalizante: No filme Maus Hábitos (1983), o diretor retrata freiras que usam drogas e vivem vidas mundanas, utilizando o humor irreverente para ridicularizar a moral religiosa.
  • Educação e Abuso: Em Má Educação (2004), ele aborda os traumas causados pela repressão católica na infância, unindo sexualidade a uma crítica institucional severa.

Estética da Exacerbação

A transgressão não está apenas no roteiro, mas na estética visual:

  • Melodrama e Kitsch: O uso de cores vibrantes, decoração brilhante e humor grotesco (carnavalização) serve para destacar a “artificialidade” das convenções sociais e celebrar a diversidade.