Olhares – cartemas e haicais


Autores: Ricardo Soares e Pedro Borges
Formato: 20,5 x 27,5 cm
Páginas: 80
ISBN: 978-65-990009-1-1
Ano: 2021
Valor: R$ 65,00 (livro impresso)
Os autores
Ricardo Soares, editor e designer gráfico, é carioca. Estudou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ricardo é autor dos livros A simetria brinca com o olhar (seis volumes, 2017), Urbano imaginário (2018), É tudo verdade! (ou será mentira?), obra infantil editada em 2019, Olhares – cartemas e haicais (2021), Que esquisito! Qual será o bicho? (2023) e Desaparecidos (2025). Em 2017, o Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, abrigou a exposição de arte A simetria brinca com o olhar, com diversos cartemas criados pelo autor. A exposição circulou posteriormente e outras cidade e em escolas da rede pública em são Paulo.
Pedro Borges é formado em Letras pela Universidade de São Paulo (USP), trabalha como professor de Língua Portuguesa há mais de vinte anos. Pesquisa literaturas relacionadas às periferias e suas conexões com o ensino de literatura em ambientes de educação popular. É autor dos livros Canto periférico (contos, Com-Arte, 2011), Papagaio Pepetela (poema infantil, Bamboozinho, 2015). Organizou e participou como autor da coletânea de contos e poemas Isto é Escola (Bamboo, 2015) e dos livros artesanais Calçadas (contos, 2013) e Bilhetes suicidas (poemas, 2017), lançados pelo coletivo Dulcinéia Catadora.
Mais sobre o livro
“Olhares – cartemas e haicais” é um livro que combina artes visuais (cartemas) e poesia (haicais) para criar uma experiência poética unificada. O livro, publicado em 2021, é uma colaboração entre Ricardo Soares, responsável pelos cartemas, e Pedro Borges, autor dos haicais.
A obra reúne imagens de paisagens brasileiras, tanto construídas quanto naturais, incluindo fauna e flora, apresentadas como cartemas. Os cartemas são composições visuais, inspiradas nas técnicas de colagem e justaposição, que criam imagens inusitadas e provocativas.
Cada cartema é acompanhado por um haicai, um poema de origem japonesa conhecido por sua brevidade (geralmente três linhas com uma estrutura silábica específica). A interpretação conjunta da imagem e do texto verbal resulta em uma fusão de linguagens, onde a poesia visual e a escrita se complementam para formar um único texto poético e profundo.
O livro busca, assim, explorar as conexões sutis entre a fotografia artística, o design e a poesia lírica.
A obra e a educação
“O livro de imagens Olhares: cartemas e haicais é de autoria conjunta do artista gráfico Ricardo Soares com o poeta Pedro Borges. A obra traz em sua composição uma sucessão de cartemas – textos visuais – e de haicais – textos poéticos curtos. Eles têm como inspiração a fauna, a flora e as paisagens brasileiras. Os autores também assinam a apresentação do livro. Nela convidam os leitores a expandirem suas percepções, a partir da apreciação das imagens paradoxais e originais, mas reconhecíveis por meio de seus fragmentos. Estas imagens em cartemas são recortes simétricos de fotografias. Por meio da tecnologia digital e da percepção criativa do autor, elas podem se transformar em novas experiências visuais e estéticas que exploram o imaginário do leitor e ressignificam o que está sendo mostrado. Os haicais dialogam com os cartemas, alguns fornecendo pistas sobre as imagens originais e outros são construídos sobre a própria experiência estética daqueles. A linguagem dos haicais prima pela métrica aliada ao conteúdo, seguindo as normas de composição do gênero: poemas de três versos, sendo o primeiro e o terceiro de cinco sílabas poéticas e o segundo de sete. Se, em um primeiro momento, o leitor pode não compreender totalmente a linguagem visual, ao final do livro, as fotos originais e os processos de montagem dos cartemas são mostrados. [...]
“A obra apresenta relação adequada entre texto e imagem: é possível observar tal relação desde a capa, que traz em sua trama um cartema que dialoga e compõe a arte que dá título ao livro: olhares. No sumário e no decorrer de toda a obra constata-se que os textos verbais, haicais, apresentam relação direta com as imagens, cartemas. Tais poemas ou dão pistas sobre a imagem presente na fotografia original, ou tratam do próprio cartema apresentado. Dessa maneira, são apresentadas narrativas visuais que podem contribuir para potencializar as experiências estéticas, linguísticas e visuais do leitor.”



















